sábado, 12 de maio de 2007

A bunda, que engraçada

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo.
A bunda basta-se.
Existe algo mais?
Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmea
sem rotundo meneio.
Anda por sina cadência mimosa,
no milagre de ser duas em uma,
plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria.
E ama.
Na cama agita-se.
Montanhas avolumam-se, descem.
Ondas batendo numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda.
Vai feliz na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda, redunda

*Maravilhada pela gentileza da contribuição africana á nos.*
VIVA A BUNDA!

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